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Você sabe como é avaliada a vida útil dos LEDs?


19 de Abril de 2021 - tempo estimado de leitura:
Por: Luis Guilherme Pires

À primeira vista, quem não tem muita familiaridade com a tecnologia da iluminação talvez não note, mas os LEDs não são todos iguais. Existem diferentes tipos de qualidade para essas lâmpadas, que seguem parâmetros de avaliação no grau de iluminação, no funcionamento e no consumo delas. O consumo, aliás, costuma ser a primeira – e às vezes única – característica levada em consideração, mas para haver eficiência é preciso observar outras características técnicas dos LEDs.

Neste artigo, vamos entender melhor quais são os testes e as classificações dos LEDs quanto à vida útil deles.


Expectativa de vida útil dos LEDs

Um parâmetro importante a ser observado em relação à qualidade do LED é quanto se espera que ele vá durar. Diferente das lâmpadas incandescentes, que tinham sua vida útil à do filamento de tungstênio, o qual “queimava”, o LED vai aos poucos perdendo sua capacidade de iluminação devido ao desgaste de seus componentes. Por isso, para medir se o tempo de vida útil dos produtos com LED é mesmo o anunciado pelas fabricantes, foram criados testes padronizados que medem a vida útil deles em determinadas condições.

Em geral, essa medição é feita baseada em horas, por meio de testes que geram dados para a classificação do material quanto à vida útil. São eles:

LM 70: o teste que mede quanto tempo o LED leva até que atinja os 70% considerados mínimos para afirmar que esteja íntegro. A partir desse percentual já há percepção pelo olho humano de que a iluminação mudou. Assim, esse teste leva em consideração os lumens produzidos pela fonte de luz.

LM 80: um teste desenvolvido pela Sociedade Norte-Americana de Engenharia de Iluminação (Illuminating Engineering Society of North America – IESNA) para que seja possível avaliar e comparar a capacidade de conservação da luminosidade do LED no decorrer do tempo de forma padronizada. Geralmente testa o material de 6 mil a 10 mil horas, em temperaturas de 55 °C, 85 °C e outra de escolha da fabricante. Ao fim dessas horas, calcula-se a que percentual de sua capacidade de iluminação o LED chegou. 

LM 79: é um teste aplicado à lâmpada ou luminária LED, a fim de verificar o desempenho do produto quanto à intensidade e eficiência luminosa, energia elétrica e cores.

TM 21: a partir dos dados coletados no teste LM 80, usa-se a metodologia TM 21 para determinar a vida útil do LED por meio de cálculos tanto para luminárias quanto para lâmpadas.

E o L70, L80, L90?

Os “Ls” que aparecem nas embalagens de lâmpadas são a classificação resultante dos testes mencionados acima. Dessa forma, se uma lâmpada é L70, quer dizer que, na vida útil calculada por meio do TM 21, ela atinge redução de até 30% na eficiência até atingir as horas úteis certificadas pelos testes.


Como podemos ver, a vida útil do LED é um ponto importante durante o planejamento de um projeto de iluminação em relação à qualidade do material a ser utilizado e aos objetivos desse projeto. 

Luis Guilherme Pires é Diretor Comercial do Grupo Luminae Energia.

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